A expansão global e o recorde de exportações do setor de defesa.
Em um passado não muito distante, o Brasil era majoritariamente um importador de soluções de segurança, mas a virada de chave ocorrida nos últimos anos culminou em um crescimento impressionante de 114% nas exportações entre 2023 e 2025. Este recorde histórico não é fruto do acaso, mas de uma estratégia de estado aliada à competência da iniciativa privada, que soube posicionar produtos como o KC-390 e blindados sobre rodas em nichos de mercado onde as grandes potências deixaram lacunas.
Os números revelam uma aceitação internacional da tecnologia brasileira, que combina robustez com custos operacionais competitivos. O mercado do Oriente Médio e da Europa, em especial, tem olhado com bons olhos para o "Made in Brazil".
Esse fluxo de capital estrangeiro fortalece a balança comercial e permite o reinvestimento em pesquisa e desenvolvimento, criando um ciclo virtuoso de inovação contínua.
Como surfar na onda da internacionalização. Para o empreendedor brasileiro, este cenário demonstra que produtos de alto valor agregado têm saída, desde que possuam certificações internacionais e suporte pós-venda eficiente.
Pequenas e médias empresas podem se beneficiar atuando como cluster de fornecimento para as grandes exportadoras. A certificação de qualidade e a conformidade com normas da OTAN tornam-se, assim, passaportes para o mercado global através das empresas âncoras nacionais.
Conclusão
O setor de defesa prova que o Brasil pode exportar inteligência, não apenas commodities. O recorde é um convite para que a indústria nacional ouse mais e busque fronteiras além do mercado interno.
Fonte: VEJA



