
Cumprimento com gratidão ao autor pela honra e confiança que em mim depositou ao permitir a leitura do seu livro antes mesmo do seu lançamento: Prosperidade Reprimida. Mas não foi por gratidão que me concentrei durante tanto tempo na sua leitura, e sim pela primorosa riqueza de seu conteúdo. A obra apresenta, de forma profunda, abrangente e detalhada, dados estatísticos informações, sugestões, críticas, citando providenciais fontes que estimulam o leitor a absorver com satisfação o magnífico conteúdo desta que é uma verdadeira enciclopédia do conhecimento no assunto.
Foi feliz o economista e empresário Pedro Cascaes em somente agora lançar uma obra de tamanha envergadura. Pois 20 anos se passaram na trajetória de luta de um pequeno grupo de pessoas que pretendia despertar no povo e no governo uma nova consciência de valores, capaz de enveredar para os rumos de mudança. E isto, mesmo contrariando o convencional (estrutura arcaica e fracassada) e sem combater e nem eliminar quem quer que seja. Sua missão: dar oportunidade ao empreendedorismo brasileiro de caminhar com apoio e liberdade na construção de um Brasil forte, solidário, rico e independente, capaz de perfilar lado a lado, em condições de igualdade, com qualquer nação do mundo.
O tempo passou, muitas transformações aconteceram. Na atualidade, esta obra cairá como um despertador nas mãos de todos que dela devem fazer uso para não repetirem, neste novo tempo, aqueles mesmos gestos de indolência com as mesmas ideias, apelos de toda uma nação, que muitas vezes não sabe como, mas tem consciência de que quer e precisa melhorar seu perfil econômico e social. Para isso, há governo, há elites intelectuais, há dirigentes. Que em todos eles haja o máximo de boa vontade. E capacidade de ler e ouvir o que pensa e quer a sociedade.
Este livro é como subir de volta ao cume da montanha para mostrar ao míope em que direção está indo o navio, ou o que existe além da barreira da fumaça. Uma leitura indispensável a todo aquele que sonha com o empreendedorismo em todos os segmentos da sociedade na escola, na imprensa, na empresa, na Câmara, na Assembleia Legislativa, na Prefeitura, nos palácios, no Tribunal, na igreja, nos clubes, mas associações, nos sindicatos de classes trabalhadoras e empresariais, nos partidos políticos, nos bancos.
Formadores de opinião, dirigentes máximos da nação, principalmente e todos os detentores de cargos técnicos e de confiança lerão ao seu alcance uma obra que enriquece as inteligências com um verdadeiro cabedal de conhecimentos. Obras sobretudo úteis para bibliotecas e salas de aula, para todos os professores, do primário ao universitário.
Ela acumula formação acadêmica, técnica e uma ampla bagagem prática, tanto no fazer e ensinar quanto como coleta de experiências.
A criação desta grande obra mostra a vivência do autor e sua bagagem de luta associativa junto à classe de micro e pequenos empresários, e os debates que conduziu, na construção e elaboração de grandes projetos que se empilharam nos ricos palácios executivos e legislativos. Muitos foram bem recebidos e discutidos, porém nada ou quase nada foi levado a sério pelas ditas autoridades.
Inteligência e vigor não faltam ao povo, que agora tem a sua disposição um verdadeiro manancial de sugestões e conhecimentos, repleto de ideias e ações profícuas que o Brasil que se quer consciente, lutador e justo deseja e procura ardorosamente.
Queremos um associativismo mais participativo, porque o regime representativo deixou a desejar ao longo do tempo.
Especialmente o micro e pequeno empresário, que é diretamente o mais beneficiado e o mais prejudicado, dependendo do contexto e da história, deve assumir para si a ideia do associativismo com conhecimento de causa.
Pedro Cascaes foi o idealizador de toda esta luta que culminou com o reconhecimento do microempresário como agente importante do desenvolvimento. Pois agora, ninguém melhor do que ele próprio para revelar ao Brasil todo o seu conhecimento sobre o assunto. Porém, sem omitir críticas da sua própria luta no comando do movimento nacional das micro e pequenas empresas, como desbravador de ideias e oportunidades, quebrando tabus e barreiras e deixando em cada estado brasileiro o marco inicial de uma luta que resultou vitoriosa, querendo ou não os governos de plantão.
Eis aí uma obra alentadora, vigorosa, indispensável e reveladora da trajetória de lutas deste importante segmento empresarial do país. E é melhor que venha agora, pois o Brasil não é propriedade dos governos e da elite, mas do povo que carrega sua identidade e trabalha por ele.
Jornalista, ex-presidente da FAMPESC (Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina), ex-presidentes da ADJORI (Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina) e companheiro nesta entusiasta luta durante 20 anos por todo o Brasil.
Silvio Rangel de Figueiredo



